December 27, 2005Histeria Feminina - Modulo I :: TPM e trepanacao
Histeria Feminina - Modulo I
TPM e trepanacao Nao, nao esta tudo bem. Nao esta tudo bem e colorido. Nao quero que tudo esteja bem e colorido. When I get what I want, I never want it again. Nao me toca no ombro. Nao me toca em nenhum lugar. Nao me diz pra ser equilibrada. Nao me diz pra ser sa. Eu nao sou, nao sou e nao quero ser e assim esta bom porque sou eu. Me deixa, me deixa morder meu labio e chorar e trepanar o quanto eu quiser, porque e assim que e. Porque e assim que eu quero que seja. Cansada. Chega de gente. Como existe tanta gente, hein? Por que elas acham que eu tenho que ouvir as baboseiras que elas dizem, hein? Eu nao quero. Quem disse que eu quero? Eu nao quero. Nao quero sossego. Nao quero alegria nem paz nem amor nem sexo nem drogas nem cigarros nem voce. Eu queria sair daqui agora e ficar com ele. Eh, ele. Nem sei onde ele anda agora. Ele certamente nao sabe onde eu ando. Mas e ele. Ele me da tapas na cara e e a unica coisa que funciona. Sera que e TPM? TPM na verdade e um momento feminino de lucidez. Porque a gente ve a estupidez real das coisas como elas sao. A vida e o transito e a fila e as pessoas sao estupidas e dao vontade de gritar. Entao gritamos, porque temos hormonios que nos fazem ser histericas, todas nos. Eu grito aqui, assim, nao na rua nem na cara de ninguem. Eu grito sentada no sofa doado enquanto alguma coisa dentro de mim se contorce e eu nao consigo controlar. E nem quero. Foda-se controle. Eu nao gosto de controle. Voce gosta de controle? Eu nao tenho controle. Eu nao tenho televisao nem ventilador nem aspirador nem cama nem mesa nem cortinas. Eu nao tenho nada. Agora eu nao tenho nada. Entao pode levar o que quiser. So devolve meu corpo depois de usar. Lava antes, ne? Lava e passa. Pra ver se passa essa merda toda. Pra ver se para essa merda toda. Meninas raivosas precisam tocar guitarra bem alto. Eu nao tenho um amplificador. Eu nao tenho um cabo. Eu tenho uma guitarra e palhetas. Eu toco com a guitarra desligada e a voz ligada no maximo. Eu grito. Mas ninguem ouve porque e pra dentro. Ahh esse texto eh da Clara.. mais um.. acho q c ela ver isso vai me processar hahahahah espero q ela considere isso so uma publicidade pro trabalho dela :)
Posted on 12/27/2005 1:56 PM Comments (0)
December 9, 2005FASCISMO, TELEVISAO, REPRESSAO SEXUAL
FASCISMO, TELEVISAO, REPRESSAO SEXUAL
Ha uma frase famosa, de um escritor famoso, que diz que tudo na historia se da duas vezes: uma vez como tragedia, outra como comedia. Queria eu acreditar que a volta do fascismo, nas maos de Joerg Haider, na Austria, e Berlusconi, na Italia, fosse comedia. So e comedia mesmo para o povo brasileiro, que de tao acostumado a ver corruptos notorios eternizando-se no poder, pensou que isto era exclusividade nossa. Nao se trata aqui, porem, de corruptos ou honestos, mas de fascistas. Fascistas que pensavamos pertencer ao passado e hoje voltam a se fazer presentes. De quem e a culpa disto? Vejamos. Nos inicios dos anos 30, anos posteriores a crise do capitalismo de 29, o fascismo tomou folego e cresceu como nunca antes um partido havia o feito. Isto e um indicio do rolo em que estamos. A ascensao do fascismo outrora se deu conjuntamente com uma crise capitalista. Nao ha porque pensar que nao estamos a caminho de uma crise destas. Mas... a contrario senso, nao sao as crises capitalistas o fogo que a esquerda precisa para fazer uma revolucao? Exatamente. E porque o povo nao toma o rumo revolucionario, ao inves de cair num ultraconservadorismo a la Adolf Hitler? Eh muito facil responder: o povo prefere Hitler ao socialismo. O povo teme a revolta. O conservadorismo do povo tem causas muito distantes de onde procura um marxista vulgar. Nao e no grande Marx, autor da frase citada, que vai se achar a resposta. Mas em Freud. O burguesao Freud criou uma ciencia que abstraiu grande parte do comportamento humano a repressao sexual. Nao foi grande trabalho para o genial Wilhelm Reich, em 1933, unir o marxismo a psicanalise e ver que a causa do conservadorismo do povo nao esta diretamente ligado as bases materiais produtivas. Vejamos sua teoria em resumo. Os instintos basicos do homem se dividem em duas categorias: necessidades alimentares e necessidades sexuais. Os dois instintos tem consequencias diferentes ao serem obstruidos no homem. A fome, ao alojar-se, leva a revolta. Mas e a repressao sexual? Eh exatamente o contrario: leva à resignacao. A familia e o instrumento para ser efetivada a repressao sexual que a sociedade tanto precisa para manter a ordem. Reprimindo a sexualidade, a crianca aprende os principios da autoridade, e da religiao, que acabam por acompanha-la, dependendo das circunstancias, ate o fim da vida. A energia sexual, reprimida, lanca-se toda para o interior inconsciente do homem, trazendo-o a culpa, o pecado, e, por conseguinte, a submissao. Numa situacao de crise economica, desemprego, e violencia, ve-se as massas sob desespero. A figura de um lider, que prometa moralidade, punhos firmes, expulsao de racas inferiores, com toda a masculinidade que se exija de um pai, tem efeito fulminante nas massas. As massas reprimidas precisam de pai. Ponto. Com o controle da midia, os fascistas podem ainda mais: eles anulam a voz da oposicao; esta passa a ser mal vista, pois todo o impulso das massas foi canalizada em adoracao ao lider (ou lideres), e nada pode questiona-lo. Eh gracas a isto que surgiu e ressurge o fascismo. As formas de repressao sexual se dao hoje muito mais sutis, porem, com trabalho intenso da midia. Nao e o mais o sexo pecado, pois a TV nao pode negar a liberdade sexual provinda dos anos 60. Eh tudo uma questao de sutileza. De que formas se pode reprimir a sexualidade nos dias de hoje? 1) O culto ao corpo perfeito. Ha pessoas que entram em depressao por nao o ter. Como se o orgasmo de dois gordos fosse diferente de o de dois top-models. 2) Retorno de valores superados: casamento, proibicao do aborto, virgindade. 3) Retorno a submissao da mulher ("mulher objeto", "cachorra" em contraponto a dona de casa honrada e escrava). Nao passa em discussao a presenca da mulher livre e dona de seu sexo. Ha muitos outros exemplos nao citados. (Este texto foi publicado no Jornal DCE-UFSC de junho de 2001)
Posted on 12/09/2005 5:27 AM Comments (0)
|
ARCHIVE
MY FRIENDS
iq
euzinha2005 pseudolife digitalburning hellsclub indymu passiveagressiv andreadanemberg mariliagarcia7 sandrely clarissacaleia pattcore FOLLOWERS ALL FRIENDS |


