August 8, 2005

No ar, um projeto revolucionario

A revolução desta vez será televisionada. É o que pretende a Telesul, o novo canal de televisão continental que nasceu para “romper com os latifúndios midiáticos” e “resgatar a história latino-americana”, até agora contada a partir dos olhos do Norte.
“Durante mais de 500 anos, estivemos cegos de nós mesmos. Sempre nos vimos com os olhos do Norte, em preto e branco”, afirmou Aram Aharanoriam, diretor geral da Telesul, dia 24 de julho, durante o lançamento do canal, em Caracas. A data não foi casual. Nesse mesmo dia, em 1783, nasceu o libertador Simon Bolívar, herói da independência de diversos países da América do Sul e mártir da luta pela integração dos povos do continente.
O novo canal pretende basear as informações e seus enfoques a partir da perspectiva latino-americana. Para o presidente Hugo Chávez, “o desafio da Telesul é entrar em sintonia com a alma e a mente dos povos e prender-se à verdade”. Para alcançar essa meta, o conteúdo dos programas dependerá fundamentalmente da participação da rede de colaboradores – constituída por produtores independentes e TVs comunitárias –, considerado pela direção do canal um dos pilares de sustentação do canal. “ Se a idéia é que possamos nos conhecer, seria arbitrário antecipar o que vamos transmitir. Vai depender do que os povos queiram contar”, explica Gabriela Fuentes, diretora de programação. Todo o conteúdo será bilíngüe. Haverá legendas ou tradução em português nas transmissões em espanhol e vice-versa.

EUA CRITICAM
A “ameaça” da Telesul em romper a ditadura do pensamento único promovida pelas grandes cadeias de comunicação desagradou o governo de Washington “promotor” da democracia. A Câmara de Deputados dos Estados Unidos aprovou uma emenda que permite o início de transmissões de rádio e TV para venezuelanos. Os deputados estadunidenses justificaram a decisão como necessária para se contrapor a uma suposta onda de “antiamericanismo” da Telesul.
Na Venezuela, país onde os meios de comunicação promoveram um golpe de Estado, o novo canal também está incomodando. Nas semanas que antecederam o seu lançamento, a transmissão de um vídeo em que aparece Manuel Marulanda, o Tiro Certeiro, líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), foi suficiente para acusar a direção do canal de promover a guerrilha colombiana. “Isso mostra o quanto desconhecem a história dos nossos países. A Colômbia está em guerra há cinqüenta anos e não podemos negar essa realidade”, afirma Gabriela, em alusão ao início das ações da guerrilha.
Os ataques não pararam por aí. Para os jornais estadunidenses, a repetição do refrão “eta, eta, eta, é a Lua, é o Sol, é a luz de Tieta, eta, eta” – referência à canção “A Luz de Tieta”, de Caetano Veloso –, em outro vídeo de divulgação da Telesul, sinalizava apoio ao grupo extremista basco ETA.
O canal deverá seguir incomodando, sobretudo em programas como o Telesurgentes, espaço aberto para a luta dos sem-terra do Brasil, dos índigenas bolivianos ou das madres argentinas. Por enquanto, a Telesul transmitirá quatro horas inéditas de programação reprisadas ao longo das 24 horas que permanece no ar. Os planos são de aumentar para oito horas até setembro.
Os noticiários terão como premissa a investigação e a contextualização da notícia. Sua produção será feita pelos jornalistas da Venezuela e pelas outras oito sucursais distribuídas no continente. A TV é financiada pelo governo venezuelano, da Argentina, Cuba e Uruguai.

“Nosso norte é o Sul”
Para assistir a Telesul
A transmissão da programação do novo canal é feita via satélite e pode ser captada por antenas parabólicas no continente americano, Europa ocidental e norte da África. Para captar o sinal, é preciso instalar um receptor digital de satélite e uma antena parabólica (custo estimado de R$ 950) e sintonizar no satélite NSS 806.
Algumas TVs Comunitárias já instalaram esse receptor e assumiram o desafio de retransmitir o sinal da Telesul. É o caso das TVs de Brasilia, Niterói, Rocinha, Porto Alegre e Paraná. A programação também pode ser vista pela internet, por meio da página da TV Educativa do Paraná (http://www.pr.gov.br/rtve)
Mais informações:
www.telesur.net
tv@tvcomunitariadf.com.br
telefone: (61) 3343-2713
Posted on 08/08/2005 1:34 PM Comments (0)

August 7, 2005

Indústria pode produzir remédios anti-Aids

Adital - A indústria brasileira de medicamentos reafirma em uma nota que tem capacidade para produzir insumos e substâncias ativas para os remédios contra a Aids. Por meio de sua assessoria de imprensa, a Associação Brasileira da Indústria Farmoquímica (ABIQUIF) declarou que, muitas vezes, não reconhecer a real capacidade da indústria nacional faz parte do jogo para privilegiar terceiros.

"Face às diversas matérias publicadas pela imprensa relativas à quebra de patentes de matérias-primas e medicamentos para o tratamento da AIDS, a ABIQUIF vem a público contestar veementemente declarações de que todas as matérias primas são importadas assim como aquelas que afirmam que o Brasil não tem tecnologia para produzir esse tipo de fármacos", afirma a entidade.



Segundo a Abiquif, certamente a indústria farmacêutica brasileira poderá acompanhar as inovações que vierem em relação ao coquetel anti-Aids. O mesmo pode ser afirmado com relação à qualidade, "lembrando que são irrefutáveis e numerosos os exemplos de sucesso obtidos pelas empresas nacionais em projetos desenvolvidos, muitos deles em parceria com importantes centros de pesquisa nacionais como Far-Manguinhos, UNICAMP, USP, UFRJ, UFMG e Instituto Butantã".



A Associação informa que tem associadas que mantém unidades de desenvolvimento próprias, criadas há 10 anos ou mais, onde trabalham dezenas de pesquisadores brasileiros altamente preparados, estrutura que pouquíssimas empresas possuem, mesmo considerando as multinacionais instaladas no País.



"Não serão, portanto, nem a incapacidade de produzir matérias-primas ou fabricar medicamentos, nem questões relativas a qualidade, os fatores impeditivos para a aprovação do projeto, que, se ocorrer, poderá viabilizar a produção nacional e, com isto, reduzir substancialmente os gastos da União com drogas para tratamento da doença", ressalta o presidente da Abiquif, José Correia da Silva.
Posted on 08/07/2005 2:45 PM Comments (0)

Cicatriz na memória

Nove países reúnem em seus arsenais cerca de 30 mil armas nucleares, o suficiente para destruir o planeta muitas vezes

(Estado de Minas)

No dia 5 de agosto de 1945, às vésperas da explosão da bomba atômica, o céu de Hiroshima estava coberto de bombardeiros B-29. Voavam como “andorinhas”, lembra a funcionária pública Akie Yoshikawa, então com 21 anos. Mas o pensamento dela estava em algo mais importante que a presença ameaçadora da aviação norte-americana. O que a preocupava era um cunhado que partiria no dia seguinte para a morte, em uma missão camicase contra os Estados Unidos.

Na manhã seguinte, para distrair a mãe – sogra do suicida – e porque fazia muito calor, foi passear em um parque que fica no Sul da cidade, mas a apenas quatro quilômetros do centro.

“Em dado momento, resolvi abrir meu guarda-sol e, ao fazê-lo, vi o enorme flash. Chamei a atenção de minha mãe e não me lembro de mais nada. Desacordei. Quando recuperei a consciência, percebi que havíamos caído, nós duas, em um campo de irrigação”, bem distante do local onde nos encontrávamos, quando a bomba explodiu.”

Akie Yoshikawa é hoje uma octogenária e está internada no hospital da Cruz Vermelha de Hiroshima, especializado no tratamento de hibakushas (sobreviventes irradiados), tentando ficar livre de uma crise renal.

Nas imediações do hipocentro da explosão, situado no bairro da estação central, a temperatura atingiu até 4 mil graus centígrados.

Como o Japão estava em guerra e ela trabalhava para o governo, foi obrigada a fazer um curso de primeiros socorros, para ajudar eventuais vítimas de ataques dos norte-americanos. Assim que voltou a si, seguiu com a mãe para uma escola primária transformada em abrigo.

"Eu sabia – e comentei isso na hora – que algo espantoso havia acontecido. Porém, o que vi na escola não é possível descrever. Era como se tivesse chegado ao centro do inferno. As pessoas não tinham nada de humano, a pele se soltava da carne, arrancada pelo calor, e os rostos da maioria dos que se refugiaram ali estavam completamente desfigurados pelas queimaduras."

Depois da explosão nuclear, a pressão atmósferica caiu violentamente, provocando nas pessoas a explosão dos olhos e dos órgãos internos. Quase todas as casas de madeira (moradia tradicional no Japão) foram varridas em um raio de dois quilômetros. Ao fim de uma hora, a escola primária estava repleta de feridos. “Ajudei a deitá-los na grama e a dar algo de beber. Porém, não paravam de pedir para beber, beber. E eu não podia fazer nada. Foi horrível.”

Deitada em outra cama, ao lado dela, Fumiko Oki, de 85 anos, confirma o relato: “Estava com meu pai perto do centro da cidade, quando, de repente, o céu se inflamou acima de nós. Tentei entrar em casa, mas era impossível caminhar. Com muito custo, cheguei em casa e deparei com minha irmã morta, esmagada por algumas vigas”.

Fumiko conta que, chorando, saiu pela cidade devastada em busca da mãe e do irmão, um banqueiro. E só então, na rua, percebeu que estava perdendo os cabelos.

"Acabei encontrando minha mãe jogada em uma loja, coberta de excrementos e de sangue. Ela morreu depois de alguns dias. Meu pai faleceu pouco depois. Meu irmão está entre os desaparecidos. Nenhum sinal dele foi encontrado.”

Sessenta anos depois, as duas senhoras, lúcidas, reagem como japonesas, referindo-se aos militares norte-americanos: “É preciso viver pelo que morreram”, diz Akie. “ Não esquecer nada e não perdoar nada. Nunca os perdoarei”.

Rosa de Hiroshima

Pensem nas crianças mudas, telapáticas
Pensem nas meninas cegas, inexatas
Pensem nas mulheres rotas, alteradas
Pensem nas feridas como rosas cálidas
Mas só não se esqueçam da rosa, da rosa
Da rosa de hiroxima, rosa hereditária
A rosa radioativa estúpida e inválida
A rosa com cirrose a anti-rosa quálida
Sem cor sem perfume sem rosa, sem nada

Vinicius de Moraes

Posted on 08/07/2005 5:41 AM Comments (0)

Porque os homens não ouvem as mulheres?

Cientistas descobrem porque os homens não ouvem as mulheres

LONDRES - As mulheres falam com voz mais aguda e musical que os homens, emitindo uma gama maior de ondas sonoras, difíceis de "decodificar", que fazem o cérebro masculino trabalhar mais, o que explica um certo cansaço depois de algum tempo, revelou um artigo publicado neste sábado no jornal Daily Mail.

Segundo o estudo, feito por pesquisadores da Universidade de Sheffield (norte), se os homens não escutam as mulheres não é por má vontade, mas porque o cérebro deles têm mais dificuldade de compreender a voz feminina. Os pesquisadores estudaram com um scanner a atividade cerebral de 12 homens, aos quais fizeram ouvir vozes femininas e masculinas. Desta forma, comprovaram que as vozes ativam diferentes partes do cérebro, dependendo do sexo de quem as emite.

Segundo os pesquisadores, isto pode explicar porque as pessoas que têm alucinações auditivas geralmente ouvem vozes de homens, mais fáceis de ser criadas pelo cérebro.

http://www.uai.com.br/uai/noticias/agora/internacional/181370.html
Posted on 08/07/2005 5:37 AM Comments (0)

August 6, 2005

205 Coisas legais para se fazer em Sao Paulo

Essa listinha eh muito boa!!! :D

1. Provar o bolinho de bacalhau e o chope do Bar do Leo, que, desde 1940, sai religiosamente abaixo de zero grau e com colarinho, na Rua Aurora

2. Experimentar os docinhos de festa da doceira Di Cunto (http://www.dicunto.com.br)

3. Devorar uma pizza calabresa no Castelões com um bando de amigos

4. Almoçar nas bancas de comidinhas das feiras de antiguidades da Benedito Calixto e do Bexiga, que acontecem no sábado e no domingo, respectivamente (http://www.bixiga.com.br/telas/eventos.htm)

5. Circular pelas bancas do Mercado Municipal e consumir, sem medo de ser feliz, toda a sorte de nozes, frutas e azeitonas que encontrar pela frente (http://www.mercadomunicipal.com.br)

6. Comer uma das especialidades do Bar Sujinho, o frango caipira, a qualquer hora da madrugada. A salada de repolho já faz parte do couvert. Coma sem preconceitos, é divina

7. Bebericar no Riviera da Rua da Consolação depois do cinema

8. Tomar vários copos de mate com leite espumante no Rei do Mate da av. São João - atravessar a rua e comer um pão com mortadela na Casa da Mortadela (http://www.reidomate.com.br)

9. Comer qualquer item do cardápio 100% árabe do Almanara do Centro - só a decoração anos 50 já vale a empreitada (http://www.almanara.com.br)

10. Ir ao brunch do Empório Santa Maria, aos sábados e domingos, e sentir-se no Dean&Deluca de Nova York
11. Se empanturrar de bolinhos de arroz no Ritz dos Jardins

12. Provar o penne com melão e presunto cru do Spot em meio ao clima mais hollywoodiano de São Paulo e não dispensar as profiteroles

13. Deleitar-se com os quindins, cocadas e beijinhos da Doceira Modelo, na Moóca

14. Resistir, se puder, ao Bauru do Ponto Chic do Largo Paissandu

15. Fartar-se com o rodízio de pizza Happen, no Tatuapé, por R$ 3,90!

16. Se abastecer de pães, frios e cia. na Padaria São Domingos, na Bela Vista, e sentir-se na Itália enquanto escolhe o que levar entre os comestíveis que "decoram" a casa (http://www.bixiga.com.br/telas/padarias.htm)
17. Criar coragem para experimentar o quitute-fetiche da Av. São João: o autêntico churrasquinho grego

18. Tomar um "drinque" no Cú do Padre, nome de guerra do bar que fica bem atrás da Igreja de Pinheiros

19. Provar qualquer prato absurdamente generoso do Gigetto, na rua Avanhandava, e correr o risco de cruzar com figurinhas carimbadas do circuito teatral da cidade
20. Comer muitas empanadas e curtir a muvuca organizada do Bar das Empanadas, na Vila Madalena
21. Provar o sensacional filé coberto com muito alho do Filé do Moraes do centro da cidade (http://www.filetdomoraes.com.br)

22. Provar os quitutes judaicos na Z-Deli da Rua Haddock Lobo e disfarçar a cara de espanto ao deparar com o valor absurdo estampado na conta

23. Pedir uma bandeja de esfihas no Habib´s e ter o prazer de pagar entre R$0,19 e R$ 0,35 por cada exemplar da iguaria, dependendo do ponto em que você se encontra na cidade

24. Comer um beirute no Joaquin´s, que serve os melhores de São Paulo há 31anos

25. Tomar milk shake com leite maltado no Rocket's, na rua Mello Alves, enquanto ouve os hits dos anos 50 nas mini-jukbox dispostas sobre as mesas (http://www.rockets.com.br)

26. Tomar café expresso com pão de queijo no Café Girondino, nas imediações do Mosteiro de São Bento (http://www.geocities.com/Vienna/2027/Cafe_Girondino.htm)

27. Comer o quanto puder no rodízio da churrascaria Fogo de Chão (http://www.csf.com.br/fogodechao)

28. Passar na banca de cachorro-quente da rua Estados Unidos depois da balada

29. Provar o porpettone do Jardim di Napoli

30. Degustar, sem peso na consciência, a dobradinha pastel de feira com caldo de cana em qualquer feira livre da cidade - de preferência na do Pacaembu, que acontece de segunda a sábado em frente ao estádio

31. Tomar um breakfast supernatureba no Parque da Água Branca aos sábados de manhã e aproveitar para visitar a feirinha de produtos orgânicos que rola no local

32. Encarar uma noitada nostálgica no Bar Brahma, nas imediações da badalada esquina da Ipiranga com a São João

33. Correr para a Vila Madalena num sabadão ensolarado para comer (quase ao ar livre) em algum dos pontos mais concorridos do bairro, como o Bar do Sacha ou o Jacaré

34. Assistir a um concerto na Sala São Paulo, na antiga estação Júlio Prestes, que tem uma das melhores acústicas da América Latina

35. Assistir a uma peça, um balé ou um concerto no Teatro Municipal e sentir-se no Ópera de Paris (http://www.prodam.sp.gov.br/theatro/index.html)

36. Assistir a qualquer filme na Sala Cinemateca, que fica no antigo matadouro da Vila Mariana

37. Peregrinar até o Teatro Alfa, na Ponte Transamérica para curtir qualquer um dos espetáculos sensacionais que acontecem no local (http://www.teatroalfa.com.br)

38. Assistir à peça "Trair e Coçar é Só Começar", que entra e sai de cartaz na cidade há 15 anos

39. Ir a um ensaio da escola de samba Vai Vai, no Bexiga (http://www.vaivai.com.br)

40. Ir à mostra "50 de anos de TV e +" no prédio da Oca, no parque do Ibirapuera

41. Visitar o planetário (http://www.prodam.sp.gov.br/ibira/planeta.htm), outra atração do Parque do Ibirapuera

42. Conferir as obras de arte do MAM (Museu de Arte Moderna) (http://mam.terra.com.br) e do MAC (Museu de Arte Contemporânea) (http://www.mac.usp.br)

43. Dar uma passadinha no Museu Lasar Segall, que funciona no imóvel que serviu de residência ao artista até sua morte, em 1932, fincado na Rua Berta - que abriga as primeiras construções modernistas do Brasil (http://www.spguia.com.br/museus/lasarsegall/lasarsegall.html)

44. Visitar o Museu de Arte Sacra, na avenida Tiradentes e... (http://www.saopaulo.sp.gov.br/saopaulo/cultura/museus_sacra.htm)

45. ...aproveitar o passeio para conhecer a Pinacoteca (http://www.uol.com.br/pinasp), ali nas redondezas

46. Conhecer o Centro Cultural do Liceu de Artes e Ofícios, na Rua da Cantareira, fundado em 1873 (http://www.laosp.com.br/indice.htm)

47. Manter-se antenado na programação eclética do Sesc Pompéia (http://200.231.246.32/sesc)

48. Procurar preciosidades na biblioteca Mário de Andrade, na Praça da República (http://www.prodam.sp.gov.br/bib/mario)

49. Visitar o Sesc Itaquera (http://200.231.246.32/sesc)
50. Conhecer o Teatro Oficina, na Rua Jaceguai, epicentro de manifestos vários nos anos 60 (http://www.dialdata.com.br/oficina)

51. Conferir a biblioteca do Centro Cultural Vergueiro (http://sampa3.prodam.sp.gov.br/ccsp/index.html)

52. Sentir-se num pedacinho do Japão no bairro da Liberdade

53. Dar uma volta na linha de ônibus Machado de Assis - Cardoso de Almeida (408P), que passa por alguns dos pontos mais interessantes da capital

54. Passear pela Pça. Vilaboim no sábado à tarde, com direito a uma parada estratégica na banca de jornal

55. Conferir a vista privilegiada do Bar do Jockey cercado de figurinhas da high society paulistana (http://www.hcj.com.br)

56. Visitar o Parque da Luz, (http://www.prodam.sp.gov.br/dph/servicos/rotjdluz.htm), que passou recentemente por uma recuperação como poucas realizadas na cidade

57. Ir a uma festa de arromba no Bar do Hotel Cambridge, que fica no final da Av. Nove de Julho

58. Ver o show dos padres do canto gregoriano no Mosteiro de São Bento (fundado em 1598), que acontece aos domingos, às 11h da manhã (http://www.mosteiro.org.br/index.htm)

59. Ir ao Parque do Ibirapuera durante a semana num dia de sol (http://www.prodam.sp.gov.br/ibira/index.html)

60. Tomar chá da tarde na Fundação Maria Luiza e Oscar Americano, uma das boas coisas do Morumbi (http://www.fundacaooscaramericano.org.br)

61. Suar na matinê de domingo da boate A Lôca, na rua Frei Caneca (http://www.aloca.com.br)

62. Se acabar na noite anos 80 do Stereo, às quartas-feiras

63. Matar o tempo no bar do Cinesesc antes do filme começar

64. Curtir o clima "Beverly Hills é aqui" da rua Oscar Freire

65. Mergulhar no universo paralelo criado pelas habitués da Daslu, a butique mais exclusiva da cidade

66. Encostar o carro na Praça do Pôr do Sol no finalzinho de uma tarde de verão

67. Ir às festas gênero "mamma mia" da Achiropita, na Bela Vista (realizada aos finais de semana do mês de agosto), de São Vito, no Brás, (no dia 15 de junho), e São Genaro (no dia 19 de setembro)

68. Testemunhar um casamento nas charmosas capelas São José, no Jardim Europa, e São Pedro e São Paulo, no Morumbi

69. Assistir ao show das "popozudas" na Pça. Sílvio Romero, no Tatuapé

70. Visitar o Museu da Imigração e tentar descobrir as suas origens (http://www.memorialdoimigrante.sp.gov.br/inicial.htm)

71. Meditar no templo zen da rua São Joaquim, na Liberdade

72. Visitar as lojas da livraria Cultura, os cinemas em meio ao clima cinquentinha do Conjunto Nacional (http://www.livcultura.com.br)

73. Checar os últimos lançamentos e tomar um cafezinho na Livraria da Vila

74. Tentar entrar numa noite "esporte-fino" do Gallery 21

75. Tentar sobreviver a uma noite bagaceira no Massivo

76. Fazer parte do burburinho das tardes de final de semana do bar Pé pra Fora, no Sumaré

77. Testar a trilha dos motéis da Raposo Tavares

78. Criar coragem para embarcar num programa em família no Simba Safári da maneira clássica: com todos os vidros do carro fechados

79. Participar do terror instrutivo do Instituto Butantã (http://www.spguia.com.br/butantan)

80. Ver "relíquias", como a mala do Crime da Mala, encontradas no Museu do Crime

81. Encarar o clássico da malhação sem frescura: a ACM Norte (http://www.acmsp.com.br)

82. Passear de carro pelos armazéns antigos da Avenida Pres. Wilson, entre os bairros do Ipiranga e da Moóca

83. Fazer um pit stop na boate Nostro Mundo, na Rua da Consolação - ponto partida da São Silvestre Gay

84. Encarar uma noitada nostálgica no legendário Madame Satã (http://www.madamesata.com.br)

85. Visitar a Livraria Francesa, na Rua Barão de Itapetininga

86. Observar a fúria consumista chic do Shopping Iguatemi, na Av. Brigadeiro Faria Lima e, no final, investir num coffee break estilo primeiro mundo no Gero Café

87. Marcar um programinha entre amigos na tradicional Pizzaria São Pedro, na Moóca

88. Entrar no embalo das noites regadas a litros de chopp no Bar Pirajá, em Pinheiros

89. Incorporar o paulistano típico e namorar, no domingão, o carro dos seus sonhos no Auto Shopping Aricanduva, no Jardim Aricanduva, coração da zona Leste

90. Entregar-se a uma sessão dupla, composta de massagem e banho de ofurô, em qualquer filial da Luiza Sato

91. Cortar o cabelo e aproveitar para receber uma deliciosa massagem nas costas em qualquer salão da rede SOHO (http://www.sohointernational.com.br)

92. Conferir o clima poderosas peruas do Salão Urbano, pilotado pelo queridinho das madames, o coiffure Mauro Freire

93. Assistir a um clássico no Estádio do Pacaembu

94. Presenciar um jogo do Juventus no estádio da Rua Javari

95. Ficar ligado na programação da Rádio Cultura (AM/FM)

96. Ir a um show de blues no Bourbon Street, em Moema
97. Visitar o recém-restaurado Hotel Normandie, nas imediações da Rua Santa Ifigênia, no Centro, e aproveitar para bebericar alguma coisa no bar (http://www.bdh.com.br/hoteis/normandie/indexp.htm)

98. Enfrentar filas homéricas para brincar nas atrações do Playcenter (http://www.playcenter.com.br)

99. Pegar o trenzinho histórico que parte da estação da Luz rumo a Paranapiacaba

100. Passear pelo o Horto Florestal

101. Visitar o salão de beleza que parou nos anos 50, na rua Topázio
102. Olhar as vitrines "simplesmente um luxo" do Shopping D&D
103. Percorrer a via-sacra paulistana, na avenida Nazareth, abarrotada de igrejas e colégios católicos

104. Ir aos jardins do Museu do Ipiranga e fazer de conta que está no Jardim de Luxemburgo, em Paris

105. Passear pela Rua dos Ingleses, que abriga o museu do Bexiga
106. Conhecer a trilha das boates baixo nível e o caos arquitetônico da Amaral Gurgel, bem embaixo do Minhocão

107. Conhecer o prédio do iG, na Rua Amauri

108. Ir até o farol do Jaguaré

109. Dar uma espiada num marco negro da cidade: a favela Heliópolis

110. Mergulhar no mar de flores do Ceagesp, de preferência na sexta-feira de manhã, quando os preços são bem mais em conta do que no sábado e o movimento, um pouco menor

111. Dar uma voltinha pelo Parque Burle Marx, no Morumbi

112. Percorrer a rota das saunas da rua Augusta

113. Em qualquer passeio de metrô, fazer uma parada estratégica na estação República do metrô para observar os painéis de Antônio Peticov

114. Ver a turma de malucos que vira-e-mexe resolve saltar de Bungee Jump do viaduto da av. Sumaré

115. Fazer um tour histórico pela Ladeira da Memória, que fica na saída da rua Xavier de Toledo da estação Anhangabaú do metrô, e que abriga o primeiro monumento público de São Paulo: um obelisco em forma de pirâmide erguido em 1814

116. Visitar o Autódromo de Interlagos

117. Ficar boquiaberto com os contrastes do Jardim Ângela - que concentra, de um lado, mansões que abrigam parte da nata da sociedade da zona Sul e, do outro, a área considerada a mais violenta da capital paulista

118. Curtir o visual do alto do Terraço Itália durante um jantar incrementado com baixelas de prata

119. Dar um pulinho no Mercado da Lapa

120. Visitar a casa de produtos nordestinos Cabeça Chata, sucesso absoluto no Largo 13, em Santo Amaro

121. Encontrar toda a sorte de folhas milagrosas, utilizadas nos mais variados tipos de chás medicinais, no Largo da Batata, em Pinheiros

122. Assistir a subida e descida dos monomotores no Campo de Marte

123. Ir até o mirante da Lapa e conferir um visual cinematográfico deitado no gramado

124. Visitar todas as lojas da Galeria do Rock (http://www.galeriadorock-sp.com/), na rua 24 de Maio, e aproveitar a viagem para conhecer a galeria vizinha e comprar todos os CDs importados que o seu bolso deixar

125. Comprar coisas absurdas na Galeria Ouro Fino e, se for o caso, aproveitar para investir em uma tatuagem ou em um piercing

126. Garimpar úteis-fúteis no Promocenter da rua Augusta com a Luís Coelho

127. Comprar flores no Largo do Arouche (http://www.promocenter.com.br)

128. Se entregar a um dia de consumo selvagem no circuito José Paulino, 25 de Março e ladeira Porto Geral

129. Conferir o sortimento high-tech e as baciadas da Galeria Pajé

130. Comprar revistas na banca da avenida São Luiz com a Ipiranga

131. Vasculhar o acervo de CDs da Pop´s Music, na Teodoro Sampaio

132. Conferir o acervo do Sebo Messias, o mais tradicional da cidade, com seus corredores estreitos e toda a sorte de relíquias. Fica no centro da cidade, na praça João Mendes (http://www.terravista.pt/enseada/4538/)

133. Divertir-se com os contrastes da Loja de Velas Santa Rita, na Praça da Liberdade, que, de um lado, oferece santinhos católicos e, do outro, os ícones máximos do candomblé (http://www.srita.com.br/)

134. Comprar bijoux irresistíveis na Madamismo, que fica na rua Fernando Albuquerque, na Consolação


135. Conferir as novidades do Sex Shop Ponto G, na rua Amaral Gurgel (http://www.pontog.com.br)

136. Comprar "mudernidades" no Mercado Mundo Mix

137. Conferir o universo luminoso da rua Santa Ifigênia e aproveitar o passeio para encontrar tudo, tudo mesmo, no quesito lâmpadas e acessórios

138. Encararar, com um sorriso nos lábios, as promoções imperdíveis do Shopping D, na Marginal Tietê

139. Pechinchar correntinhas, anéis e pulseiras na rua do Ouro, também conhecida como rua Barão de Paranapiacaba, no centro da cidade

140. Fazer o circuito das lojas de decoração da al. Gabriel Monteiro da Silva

141. Ir até a rua das Noivas, ou rua São Caetano, e encontrar tudo sobre o tema

142. Comprar antigüidades na feira que acontece aos domingo em frente à estação Julio Prestes

143. Conferir o estilo art nouveau do Teatro São Pedro, na Barra Funda

144. Deslumbrar-se com a arquitetura gótica do prédio que abriga a Santa Casa desde 1886 e que serviu de cenário para o drama vivido pela personagem Giuliana (Ana Paula Arósio) em "Terra Nostra". Era na roda da Santa Casa que ela abandonava seu pimpolho (www.santacasasp.org.br)

145. Se arrepiar ao avistar o prédio art deco da Secretaria de Esportes e Turismo

146. Analisar a arquitetura kitsch do Motel Faraós, na entrada da Via Anchieta, enquanto curte uma noite, no mínimo, bizarra

147. Incorporar um caça-vampiros antes de visitar os túmulos grã-finos do Cemitério da Consolação

148. Percorrer a Av. da Consolação até o final para ter a vista mais incrível do histórico Edifício Copan, assinado por Oscar Niemeyer
149. Conhecer um dos mais famosos verticais da cidade, o edifício Treme-Treme, na Rua Paim

150. Subir no Terraço do Edifício Martinelli, o primeiro arranha-céu da cidade, para conferir como se sentiam os ricos e famosos de antigamente, com toda a cidade aos seus pés

151. Visitar o mirante do prédio do Banespa, um dos cartões postais mais populares de São Paulo

152. Se surpreender com o vão livre do MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand) enquanto tenta ignorar o estado precário em que se encontra o prédio desenhado por Lina Bo Bardi http://www2.uol.com.br/masp/

153. Conhecer o mórbido prédio do Dops, vizinho a Estação Julio Prestes

154. Percorrer, a pé, a trilha das mansões das arborizadas ruas do Jardim América, um dos bairros residenciais mais charmosos da zona Sul de São Paulo

155. Dar uma espiada na casa de Armando Álvares Penteado, na rua Maranhão, uma das construções mais refinadas da cidade a seguir o estilo art noveau. Atualmente a casa abriga as turmas de pós-graduação da FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo)

156. Visitar a primeira casa com piscina da cidade, na Vila Itororó. O acesso é feito pela rua Martiniano de Carvalho, na Bela Vista

157. Conhecer o Pátio do Colégio, no centro da cidade, onde tudo começou

158. Fazer o circuito dos prédios estilosos do bairro de Higienópolis, entre as ruas Piauí e Aracaju - os Edifícios Piauí, Bretagne e Cinderela

159. Não perder de vista o Edifício Santa Elisa em um passeio pelo Largo do Arouche

160. Ter o prazer de conhecer uma autêntica vila napolitana no coração da Barra Funda

161. Conferir a exuberância da cúpula da Igreja Ortodoxa, fincada no bairro do Paraíso

162. Constatar, em um passeio a pé, a elegante decadência da av. Paulista

163. Conferir a cafonice chic da Igreja Nossa Senhora do Brasil, na esquina da av. Europa com a av. Brasil

164. Escalar o Pico do Jaraguá para espiar o visual lá de cima

165. "Babar" com a arquitetura anos 50 da casa que, dizem, já pertenceu a Sílvio Santos, no Alto de Pinheiros, dona de um dos layouts mais atraentes da área

166. Observar o projeto bizarro da Casa Bola, na rua Amauri

167. Conhecer a faculdade de Direito do Largo São Francisco

168. Tomar um café no saguão do Aeroporto de Congonhas e, enquanto espera o seu vôo, apreciar os detalhes da arquitetura dos anos 50 da construção

169. Tirar uma foto do Edifício Esther, na Praça da República (tombado pelo Condephaat) e do Edifício Viadutos (com arquitetura típica dos anos 50), no final da av. São Luís

170. Visitar o Palácio das Indústrias, sede da prefeitura

171. Conhecer o Palácio dos Campos Elísios, que ficou ainda mais famoso quando serviu de cenário para Tâmara - montagem teatral na qual os espectadores tinham de percorrer todos os cômodas da residência para acompanhar a ação

172. Visitar o Edifício Parque das Hortênsias, na av. Angélica, ícone dos anos 50

173. Visitar o Prédio da Bienal, de preferência em um dia de evento (www.uol.com.br/bienal/24bienal/fundacao.htm)

174. Ir até a sinagoga Beth-el, na rua Martinho Prado

175. Se surpreender como o tamanho e a arquitetura impressionante do Tribunal de Justiça, pertinho da Catedral da Sé

176. Descer a famosa escadaria da Cristiano Vianna, no bairro de Pinheiros, que desemboca na rua Cardeal Arcoverde

177. Entrar no pátio entre os prédios antigos da PUC (Pontifícia Universidade Católica), em Perdizes, para se entregar ao ócio enquanto observa cada um dos detalhes de sua arquitetura

178. Percorrer as lojas do Shopping Light, no Viaduto do Chá

179. Visitar o Solar da Marquesa, ao lado do Pátio do Colégio, para ver um pouco da arquitetura colonial, típica de cidades históricas como Parati

180. Circular pelo jardim interno da Universidade São Marcos, que lembra um claustro

181. Atravessar o viaduto Santa Ifigênia, agora livre dos camelôs
182. Descer na estação Santa Cruz do metrô só para observar os traços de dois dos colégios que fizeram sucessos nos anos dourados: o Arquidiocesano e o Madre Cabrini

183. Em um passeio pelo bairro de Perdizes, fazer paradas estratégicas no portão do Colégio Batista, em Perdizes, um dos mais tradicionais da cidade, e na capela do colégio São Domingos
184. Se estiver passando pela rua Gen. Olímpio da Silveira, nas imediações do minhocão, dar um pulo no Castelinho, umas das "pérolas" arquitetônicas da cidade que, vira-e-mexe, é invadida pelos sem-teto

185. Visitar o tradicional Colégio Sion, na av. Higienópolis

186. Conhecer o Memorial da América Latina, projetado por Oscar Niemeyer. A construção foi erguida em 1989 e não caiu até hoje nas graças dos paulistanos - que a consideram pouco convidativa (www.memorial.org.br)

187. Observar a trilha de palacetes da década de 30 no bairro do Ipiranga

188. Ir até a Vila Economisadora (com "s" mesmo) para conferir como viviam os operários no início do século XX

189. Ir até o prédio do TRT, na Barra Funda, e verificar até onde a corrupção tem relação direta com a arquitetura

190. Ir até a Rua Oswaldo de Souza Aranha só para observar as casas modernistas

191. Fazer seus pedidos ao santo das soluções imediatas na Igreja de Santo Expedito, perto da estação Tiradentes do metrô

192. Ver a chaminé histórica da av. Matarazzo

193. Rir um pouco com a estátua totalmente desproporcional de Duque de Caxias (incrivelmente assinada por Victor Brecheret) plantada na av. Rio Branco

194. Se encantar com a fachada do Teatro Cultura Artística (www.culturaartistica.com.br), que ostenta um imenso painel de Cândido Portinari e aproveitar o embalo para se divertir com a fachada kitsch do prédio vizinho, a boate (nada familiar) Kilt

195. Tirar muitas fotos da Catedral da Sé, que está em processo de restauração

196. Conferir a imensidão do Vale do Anhangabaú de cima do Viaduto do Chá

197. Visitar o prédio histórico dos Correios

198. Posar para uma foto em frente ao Monumento às Bandeiras - também conhecido como "Deixa que eu empurro" -, de Victor Brecheret

199. Curtir um dos cenários mais realistas da vida em São Paulo: o emaranhado de prédios que se vê a partir do bairro da Bela Vista
200. Visitar a Casa das Retortas, próximo à sede da prefeitura, onde funciona parte da administração municipal. No passado, o local foi um importante centro cultural

201. Num dia frio, tomar uma canja com mais de 100 anos de tradição na Padaria Santa Teresa (funciona à mais de 130 anos!) em frente ao mercado da flores na praça João Mendes

202. Comprar livros nos sebos próximos da praça da Sé. Não deixe de visitar o Messias, afinal em sua bagunça encontramos livros baratos e bons. Além de alguns apostilas confidênciais da Escola Superior de Guerra de vez em quando.

203. Ir até o marco zero da cidade na praça de Sé e ver o mapa da cidade em 1933.

204. Viajar no trajeto dos ônibus: "374T Paraiso - Cidade Tiradentes" (na frente do Centro Cultural São Paulo) que lhe leva até o extremo leste da cidade e do "Terminal Vila Mariana - Jardim Icaraí/Jd. São Bernado" que lhe mostra o caminho até parte do extremo sul da cidade. É uma aula de sobre a cidade.

205. Pizzaria Clube da Máfia no Bom Retiro, nas próximo da Faculdade de Tecnologia de São Paulo (FATEC-SP/Unesp). Pizza bacana, local legal e vinho supimpa.



Posted on 08/06/2005 1:47 PM Comments (2)

August 5, 2005

Desarmamento: abrindo uma caixa preta


por Peter Hof em 25 de maio de 2005



Então não seremos mais como crianças, arrastados pelas ondas e empurrados por qualquer vento de ensinamentos de pessoas falsas.

Essas pessoas inventam mentiras e, por meio delas, levam outros para caminhos errados.

Efésios, 4,14

- A Campanha do Desarmamento não tem o objetivo de reduzir a criminalidade, mas mostrar ao cidadão de bem de que ter uma arma em casa representa um risco para si mesmo e para a família – Antonio Rangel Pestana, Diretor da ONG Viva Rio em O Globo, 27/2/05, pág. 16.

- A Campanha do Desarmamento tem por objetivo tirar armas das pessoas de bem e evitar maiores tragédias, como brigas no trânsito e nos estádios – Marcio Thomaz Bastos, Ministro da Justiça em O Globo, 10/12/04, pág. 10.

- A proibição da venda de armas e munição para civis tem como principal objetivo reduzir as mortes provocadas por crimes fúteis. – Ilimar Franco, jornalista em O Globo, 08/03/05.

- Por isso, o principal reflexo (do Estatuto do Desarmamento) é na redução da violência passional, relacional, e no número de acidentes com armas – Rubem César Fernandes, O Coerente, Diretor da ONG Viva Rio em O Globo, 23/02/05.

- A campanha visa a desarmar o cidadão comum, retirar de circulação aquela arma guardada descuidadamente e que costuma ser a causa de tragédias em famílias, em simples desavenças no trânsito ou entre vizinhos – Editorial de O Globo, 15/11/04.

- O objetivo (da Campanha do Desarmamento) é acabar com as mortes em brigas banais de vizinhos, acidentes domésticos, rixas de família, discussões no trânsito, etc. Que não são poucas. - Editorial de O Globo, 24/02/05, pág. 13.

- Isolada, a campanha não resolve o problema da violência, mas é uma das medidas que ajudam a diminuí-la, principalmente crimes bobos, cometidos em estádios de futebol, em brigas de casal ou de crianças que encontram armas em casa – Marcio Thomaz Bastos, Ministro da Justiça em O Globo, 15/02/05, pág. 8.

- A campanha (do desarmamento) está atingindo o objetivo ao retirar armas da classe média.- Rubem César Fernandes, O Coerente, em O Globo, 10/10/04, pág.16.

- Ainda com alento, lembremos aos de boa-fé que continua óbvio o que era evidente no começo da campanha: com armas de fogo por perto, brigas de amantes, parentes ou amigos sempre terão mais chances de terminar em tiros – inclusive nas crises românticas entre adolescentes. Acontece todos os dias. - Luiz Garcia, jornalista em O Globo, 30/04/05, pág. 7.

Num período de seis meses, o leitor do jornal O Globo leu as afirmativas acima, todas feitas por profundos conhecedores do problema da violência e da ameaça que as armas de fogo representam. Quem disse essas frases foram cientistas sociais, advogados, um Ministro da Justiça e jornalistas.

Fundamentado nestas afirmações, eu e qualquer leitor de O Globo pode traçar o perfil do cruel assassino que tem desgraçado este país: ele é um profissional liberal ou comerciante, com no mínimo o curso secundário completo, de classe média, sem histórico de envolvimento em crimes, um destemperado que mata por motivos fúteis no trânsito, em estádios, brigas de casal, brigas com vizinhos, violência passional. Além disso, é um descuidado que deixa sua arma ao alcance dos filhos, causando incontáveis tragédias.

Chamou-me a atenção o fato de que o mesmo jornal, que publicava as opiniões que abrem este artigo fornecia, diariamente, um perfil diametralmente oposto ao das pessoas envolvidas nos eventos citados. Em outras palavras: o que os experts proclamavam não condizia com a realidade.

Talvez como reflexo dos quase dez anos que passei como gerente de pesquisa de mercado e de um sólido embasamento estatístico, uma outra ocorrência chamou-me igualmente a atenção: falava-se muito em fatos, mas nunca ninguém apresentava dados ou números que corroborassem suas assertivas. O Globo, por exemplo, em um editorial de 24/02/05, pág. 13, afirmava, da forma mais vaga possível, “que não são poucas” (as mortes por motivos fúteis).

Nos últimos 20 meses, quando resolvi colecionar recortes sobre o assunto, o número de mortes atribuídas ao assassino de classe média parecia o segredo da fórmula da Coca-Cola: todo mundo sabe que existe, é citado por muitas pessoas mas só uns poucos têm acesso. Depois de escrever para jornais, ONGs, autoridades e membros do Congresso Nacional, sem jamais receber resposta, concluí que a melhor maneira de colaborar para o fim de tão intrigante mistério seria recorrer às minhas pastas de recortes e levantar quantas mortes poderiam ser atribuídas ao perfil do assassino que desenhei fundamentado na opinião dos experts.

Para minha surpresa, com base apenas no jornal O Globo, num período de seis meses, para cada morte por um cidadão classe média havia 26 outras causadas por marginais. Ou seja, todo o espalhafato, todo o dinheiro gasto pelo governo tinha como alvo 3,7% do total de mortes por armas de fogo! Em números absolutos e usando-se 36.000 mortes por ano estávamos falando de 1.333 mortos/ano. Sem querer negar que são seres humanos que tiveram suas vidas ceifadas, este é o número de pessoas que morrem em acidentes de trânsito num período de apenas 14 dias.

Como este experimento mostrou-se promissor, resolvi aperfeiçoá-lo. Primeiro, passei a usar o jornal O Dia, no lugar de O Globo. A razão é que O Dia é um jornal mais popular, menos elitista do que O Globo e que dá mais ênfase a crimes cometidos na sua área de cobertura. O passo seguinte foi criar uma planilha onde as mortes seriam classificadas segundo seus sub-segmentos (vide quadro abaixo). Também é registrado o dia em que a morte ocorreu e a página do jornal em que ela foi noticiada. Este material é arquivado, em ordem cronológica, separadamente das pastas gerais de recortes sobre o assunto Desarmamento.

O período de observação será de seis meses tendo começado em 23/03/2005. A área de cobertura será a Região Metropolitana do Rio de Janeiro, conforme definida na Lei Complementar Nº 87, de 16 de dezembro de 1997.

O que vou mostrar aqui é o resultado parcial referente aos dois primeiros meses de observação:

1) Este estudo, embora não tão completo quanto eu desejaria que fosse, é uma vela acesa na escuridão que paira sobre o assunto. Nunca antes o Governo, que dispõe de grandes equipes e ilimitados recursos, nem ONGs, que recebem farta ajuda tanto do Brasil como de governos estrangeiros, fizeram algum esforço para mostrar algo semelhante;

2) O método empregado para a coleta de dados foi o clipping, uma técnica amplamente aceita e que é compilar informações impressas sobre um determinado assunto. A Folha de São Paulo, do dia 24/4/05, pág. E3, publica uma pesquisa usando a técnica de clipping para avaliar a cobertura do julgamento do cantor Michael Jackson, comparando a cobertura do New York Times e das revistas Time e People com base em espaços dedicados ao assunto por aqueles órgãos da imprensa americana.

3) Ficarei extremamente feliz caso alguém se disponha a apresentar tal pesquisa com um maior rigor estatístico.

4) Desde já, convido os leitores do MÍDIA SEM MÁSCARA a realizar tal tipo de pesquisa em suas cidades. Quem quiser usar as planilhas que desenvolvi para este estudo pode solicitá-las ao site que eu as enviarei prontamente.

Sobre as tabelas abaixo algumas notas explicativas se fazem necessárias:

1) Uma semana após o início da coleta dos dados houve a terrível chacina da Baixada Fluminense. Como se trata de um fato isolado (pelo menos todos nós esperamos), sua inclusão poderia deformar os resultados já que as 29 mortes em um dia certamente se enquadravam fora dos três Desvios Padrão à esquerda ou à direita em uma Distribuição Normal. Toda a análise e conclusões aqui apresentadas baseiam-se na tabela que exclui a chacina.

2) A tabela está dividida em dois sub-grupos:

Sub-grupo 1: Mortes não evitáveis pelo Estatuto do Desarmamento: são aquelas resultantes de confrontos entre policiais e bandidos, assaltos, invasões de domicílio praticadas por delinqüentes, guerra entre quadrilhas rivais. Bala perdida - A: aqui só foram computados eventos em que testemunhas apontaram o atirador ou a análise do projétil indicou que foram originados de armas de calibre de uso restrito. Razão Não-identificada: quando a vítima tenha sido morta por arma de fogo, mas não se identificou o motivo. Este tipo de morte é muito comum em regiões periféricas e pode ser atribuído aos ‘esquadrões da morte’ que atuam nestas áreas. Portadores Legais: foi a forma como denominei pessoas autorizadas a portar armas e que cometem um crime. É o exemplo do policial que matou a mulher e cometeu suicídio. Ele legalmente tinha direito a portar arma, assim o Estatuto do Desarmamento não teve nenhuma influência em prevenir ou evitar sua ocorrência.

Sub-grupo 2 - Mortes evitáveis pelo Estatuto do Desarmamento: Este é o grupo que vem sendo acusado por autoridades e ONGs como os grandes causadores de tragédias relacionadas a armas de fogo. Brigas em bares/festas. Aqui só são computadas brigas que tiveram origem durante, dentro ou nas cercanias de um bar ou festa. Em outras palavras, se alguém foi morto por indivíduos que vieram de fora e cometeram o crime sem discussão prévia ou motivo aparente, trata-se de uma execução.

2-C) -Nessa fase do estudo não será computada a morte da professora Ana Cláudia do Carmo (O Dia, 19/04/05, pág. 13). A razão da exclusão é a opinião divergente entre a polícia, que suspeita de crime passional e o testemunho de três amigas próximas da vítima que afirmam que ela teria sido assassinada por engano. Tão logo haja uma opinião definitiva sobre o motivo da morte ela será computada na tabela do primeiro mês de observação.

O que se verá nesse artigo é o resultado dos primeiros dois meses, de um total de seis meses de observação. Acredito que nesse período será possível obter dados menos sujeitos aos efeitos da sazonalidade e da estacionalidade, embora o verão, período não coberto neste trabalho, seja sempre a época de maior incidência de crimes.

MORTES POR ARMAS DE FOGO



A - Não evitáveis pelo Estatuto

Policiais mortos

17

7.9%

Bandidos mortos

83

38.4%

Bala perdida - A

10

4.6%

Assalto

31

14.4%

Razão não Identificada

28

13.0%

Invasão de Domicílio

8

3.7%

Por portadores legais

7

3.2%

Execução

23

10.6%

Chacina

0

0.0%

Sub-total A

207

95.8%



B – Evitáveis pelo Estatuto



Brigas no trânsito

0

0,0%

Brigas em Bares / Festas

2

0,9%

Brigas em família

1

0,5%

Crime Conjugal / Passional

2

0,9%

Bala perdida – B

1

0,5%

Encomendado

0

0,0%

Suicídio

1

0,5%

Outros

2

0,9%

Sub-total B

9

4,2%



TOTAL GERAL

216

100,0%



Relação B/A : 1/24

Para facilitar a visualização apresento uma segunda tabela, na qual os diversos tipos de óbitos são mostrados por ordem decrescente de ocorrência:

RANKING POR TIPO DE EVENTO





Evento

Quant.

%

1

Bandidos mortos

83

38.4%

2

Assalto

31

14.4%

3

Razão não Identificada

28

13.0%

4

Execução

23

10.6%

5

Policiais mortos

17

7.9%

6

Bala perdida - A

10

4.6%

7

Invasão de Domicílio

8

3.7%

8

SRED - Por portadores legais

7

3.2%

9

Brigas em Bares / Festas

2

0.9%

10

Crime Conjugal / Passional

2

0.9%

11

Outros

2

0.9%

12

Bala perdida - B

1

0.5%

13

Brigas em Família

1

0.5%

14

Suicídio

1

0.5%

15

Brigas no Trânsito

0

0.0%

16

Encomendado

0

0.0%



T O T A L

216

100.0%

Embora seja prematuro tirar conclusões definitivas, alguns eventos, dado a sua predominância, já começam a ficar bastante claros e tudo indica que irão se solidificar quando da última compilação dos dados.

Se o leitor voltar ao começo desse artigo e ler as opiniões emitidas sobre o problema de armas em mãos erradas vai chegar de imediato às seguintes conclusões:

A) Os itens de 1 a 8, são eventos que representam 95.8% das mortes no período: não podem ser evitados pelo Estatuto do Desarmamento. Esses eventos continuarão a ocorrer, talvez até com mais intensidade, pois suas causas são bastante conhecidas e não têm sido combatidas com a seriedade e o rigor que o caso exige.

B) O perfil dos mortos indica que o assassino da classe média é um mito inventado com o pretexto de, por motivos obscuros, recolher armas desse estrato social.

C) A classe média entra sim, mas como vítima das ações de marginais e não como o propalado algoz. Assaltos na rua ou a veículos, e Invasão de Domicílio representam 18,1% dos eventos (e aí estão as vítimas de classe média). Se acrescentarmos a metade das execuções, chega-se à alarmante conclusão de que uma em cada quatro vítimas é um cidadão de classe média.

D) Houve, sim, nesse período, uma das maiores tragédias a que se refere o Ministro da Justiça, (vide acima). Só que esta não foi, ainda segundo ele, resultado de brigas no trânsito e nos estádios. Os vinte e nove assassinatos não ocorreram em estádios nem no trânsito, nem foram causadas por um suposto assassino da classe média. Foram cometidos por aqueles que deveriam estar zelando por nossa segurança. Uma segurança que o Estado, que deveria prover, não o faz, e num ato de extremo desrespeito pelo cidadão nega a ele o direito de se auto-defender.

E) Peço ao leitor que releia a última citação – a do jornalista Luiz Garcia – transcrita no começo deste artigo. Lá o jornalista, supostamente um profundo conhecedor do problema da violência, cita vários tipos de homicídio e afirma que Acontecem todos os dias. Como se explica então que hoje, decorridos 60 dias do início da coleta de dados, apenas seis, repito, seis, dos casos citados pelo jornalista ocorreram? E estamos nos referindo à cidade do Rio de Janeiro e à Baixada Fluminense, uma das regiões mais violentas do Brasil e uma área que abriga 7.7% dos 183 milhões de brasileiros. Para tão baixa ocorrência de tais eventos, em contradição com o escrito pelo senhor Garcia, existe uma explicação estatística. Para a afirmação do jornalista Luiz Garcia também existe explicação: ele escreve sobre um assunto que não conhece.

F) Brigas no trânsito e em condomínios não apareceram nenhuma vez no período. Do ponto de vista da Teoria da Probabilidade, se eles são motivo de preocupação e estardalhaço por parte do Ministro da Justiça, O Globo e ONGs, uma quantidade consistente com sua propalada importância já deveria ter ocorrido neste período de sessenta dias. Será que o jornal O Dia, por alguma razão, tem restrições em mostrar mortes resultantes de brigas no trânsito? Não acredito. A resposta virá quando a pesquisa for completada.

G) O número de mortes por armas de fogo no Brasil, segundo afirmam O Globo e as ONGs satélites do jornal, é de 36.000 ao ano. Os homicídios evitáveis pelo Estatuto do Desarmamento mostraram, até agora, ser apenas 4,2 % do total de eventos. Isso significa que O Globo e as ONGs estão fazendo um enorme espalhafato por um total projetado de 1.512 mortes por ano. Para comparação, esse é o número de mortes por acidentes de trânsito em 15 dias, e é o número de crianças nordestinas, com menos de um ano de idade que, por falta de assistência governamental, morrem em um período de 21 dias.

Vamos agora aguardar os resultados que nos trarão os próximos quatro meses.

Conclusão (até agora): serão esbanjados 570 milhões de reais para resolver 4,2% de um problema, enquanto verbas para atacar e combater os 95,8 % são irresponsavelmente cortadas.
Posted on 08/05/2005 4:12 PM Comments (0)
ARCHIVE
Avenida So Joo
O prisioneiro da grade de ferro.
Um Drink no Inferno
MY FRIENDS


Guitarfreaks' Journal Widgets:
RSS - ATOM - JavaScript
Buzz Feed